quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lamentável decisão


Comunicação Social, meu curso. O que eu sempre me identifiquei. Primeiros períodos e toda aquela teoria. Pois bem, as primeiras matérias são aquelas que te dão a base e te mostram o mundo da comunicação e a história dos principais meios.

Dentre tantos meios explorados, o jornal é sempre muito comentado pelos professores. Afinal, foi o primeiro meio de grande veiculação, graças a Gutemberg e a sua invenção que permitiu a impressão em grande escala. O meio que em seu início, buscou mostrar diretrizes e alcançar objetivos através da escrita e que, na minha opinião, foi dali que surgiu a segmentação. Sim, pois os jornais tinham ideais políticos e concisos. Não eram como hoje, que mudam de acordo a vantagem estabelecida através de cada eleição.

Enfim, o jornal passou por muitas fases, como o surgimento de outras mídias mais democráticas,  rádio e TV, e agora a internet, que no meu modo de ver é a maior de todas as vilãs midiáticas em relação ao jornal.

Não bastasse virar tema de redação em processos seletivos, a extinção do jornal impresso está acontecendo.  Esta semana fiquei sabendo, com pesar, que o Jornal do Brasil (JB) impresso está em processo de extinção. A partir do dia 1º de setembro, o JB estará somente online.

Gente, não consigo acreditar nisso, não concordo. Detalharei os motivos.

1 – Eu sempre gostei muito do JB;
2 – O JB tem uma história linda e de 122 anos;
3 – Eles sempre buscaram inovar, até mesmo trocaram o modelo Standard pelo tablóide;
- Não é essa a solução, pra mim faltou um pouco de gestão. Foi uma reação imediatista e amedrontada, pois não souberam, ou não estudaram como lidar com o novo mercado.  

Concordo plenamente quando falam que a base para um site jornalístico é o jornal impresso e que essa estratégia de deixar somente online não vai dar certo se não houver uma divulgação do que está acontecendo. E como não está havendo essa divulgação, lamento em me questionar sobre o esquecimento do JB. Espero sinceramente que algo aconteça e me provem que estão fazendo a coisa certa. Afinal, a internet também pode ser aliada do impresso e servir de disseminadora. Além disso, ainda tem muita gente que gosta de jornal, de papel.

3 comentários:

Luiz Cesar Faria Junior disse...

Olá Ingrid,

parabéns pelo Blog. Sempre dou uma olhada por aqui.
Beijos

Luiz Cesar

Paulo Araujo disse...

Oi, Ingrid:
Li seu texto, achei, sem dúvida, de uma preocupação sensata de alguém que, por sua idade, costuma nem estar aí para esse tipo de perda do dia a dia. Parabéns!
Como comentei com seu pai, a verdadeira história do JB, que eu acompanhei de perto, é a seguinte:
Um renomado, porém não bem conceituado nas camadas sociais, empresário, comprou a marca JB para tentar, com isso, angariar credibilidade junto a elite da sociedade brasileira. Como viu que, mesmo que ele se vestisse todo de ouro, jamais teria os holofotes da fama virados para ele, resolveu, simplesmente, abandonar o nome, a tradição e a qualidade de um dos ícones da comunicação nacional. Eu tb lamento demais por isso e te parabenizo, mais uma vez, pela sagacidade e percepção do velho ditado: O que é bom, dura pouco.
Beijos

Paulo Araujo

Debby Soares disse...

Amiga, Parabéns pelo blog! Sucesso!!! Beijos

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